sexta-feira, 29 de julho de 2011

Feminista, talvez egoísta.

...mas vamos ser realistas!
Quando o ser humano vai entender que "bunda" é apenas tecido glúteo? Peitos, são glândulas mamarias que servem para que as mães alimentem os seus filhos.
O conteúdo de uma pessoa está embaixo da roupa. Mas não a roupa de marca, a roupa de seda, de algodão, e sim embaixo da pele, da carne, nos ossos, naquele órgão chamado coração. Na mente, no subconsciente! Não nos peitos gigantes, nem na bunda "a la Waleska popozuda".
Estou cansada de ver que ainda existem homens que preferem mulheres com cérebro de boneca inflável ao perceber sentimentos. Claro, não estou generalizando.
Gostaria de viver em um mundo onde pessoas não se importassem com a armadura que chamamos de corpo, não se importassem com moradias de luxo, sem se importar com dogmas nem com os dálmatas, nem com porra nenhuma. Que as pessoas fossem egoístas e cuidassem apenas de suas vidas, deixassem de ser preconceituosas. Talvez assim deixariam de usar pessoas como mercadorias de feira.
Talvez os homens não se importassem com peitos, e mulheres não se importariam com glúteos masculinos.


NÃO TRATEM SERES HUMANOS COMO MERCADORIA! (isso é pra todos, seja homem ou mulher)

Somos todos humanos, nem melhores, nem piores que ninguém.

ps. na humilde opinião da Patty  

sábado, 16 de julho de 2011

Entrevista com a Baby Lyzz


Quando surgiu o interesse de montar uma banda feminina?

Em 2007 eu, Thais e Jaque estudávamos na mesma escola. Então quase sempre a gente faltava aula para ir pra casa de um amigo ( Pois é.. ^^) . Thais gravava uns vídeos de bandas feminina e ficava pegando no nosso pé para montar uma banda punk feminina. Eu curtia metal, e Jaque outras coisas, então ficávamos adiando...
Eu tinha planos de montar uma banda com a Jaque, mas o plano nunca passou de conversa.. Porque as meninas que iriam tocar com a gente não levavam as coisas tão a sério... Então eu comecei a conhecer mais o riot grrrl, Jaque também, e fomos nos identificando ( Sim Thais, você merece um beijo =] ).

Então daí decidimos montar a nossa banda, o problema seria levar isso a frente,
ja que nenhuma das três sabiam tocar.
De ínicio fomos ao estúdio, e pela primeira vez pegamos guitarras, baixo e bateria.
Não deu muito certo, então começamos a procurar uma baterista.
Encontramos a Camila e logo depois a Isa Looka para o vocal, formou-se assim então a Riot Kill.
Isa Looka vocal, Dejane guitarra, Thais guitarra, Jaque Baixo/Backing vocal e Camila bateria.

A riot kill tinha em seu repertório covers de bandas como bulimia, bikini kill, distillers, cosmogonia, pulso e bandas riot grrrl que nos influenciaram.
Aconteceram alguns probleminhas e a banda teve que acabar.
Algumas de nós decidimos continuar então formamos a Baby lizz.
Dessa vez com trabalho autoral.
A formação atual conta com: Jaque vocal, Thais Baixo/Backing vocal, Dejane Guitarra, Bárbara Guitarra e Nita Bateria.
Demos o nome de Baby lizz, que ao contrário do que muitos pensam, não é uma menção a mais um penteado feminino, e sim uma tentativa de quebrar um padrão de estética.
A mídia/sociedade aplica nas mulheres padrões a serem seguidos,
E um deles é quanto ao cabelo.
O cabelo considerado bonito é o cabelo liso. Então muitas mulheres para se enquadrarem em mais um padrão e serem aceitas, alisam seus cabelos.
A mensagem de uma forma direta ou não, é para as mulheres não aceitarem essa imposição e assumirem sua identidade de uma forma geral, com seu cabelo liso, cacheado, afro..


Quem é a compositora da banda?
Bem, não existe exatamente essas coisas de compositora.
O processo de composição da baby lizz é assim: Nós escrevemos letras, levamos pro estúdio e fazemos a melodia.
Mas não é sempre assim, às vezes já fazemos letras com uma base e só terminamos,
Ou mesmo levamos só as melodias.
Mas a maioria das letras que temos hoje foi composta por Thais.

Vocês já tocaram em conjunto com alguma outra banda? E quais bandas que gostariam de dividir um palco?
No Festival Vulva La vida em Salvador fizemos um cover de “ Chegou a hora”, do bulimia com a Kallyfa, que na época era baterista da Estamira (www.myspace.com/bandaestamira) do DF. Momento memorável! *-*
Ah, quanto a dividir palco, sempre queremos tocar com pessoas que servem de referência, L7, Joan Jett, Kathellen Hanna, Adriana (Kaos Klitoriano), Bianca
( Bulimia/Pulso).Acho que não queremos nada né?! Rsrs.

Quais são suas maiores influencias?
Bem, quando iniciamos a baby lizz a referência de sonoridade foi bulimia e kaos klitoriano, hoje estamos compondo músicas mais rápidas, então as referências hoje estão para infect e anti-corpos.

Já tocaram em algum outro estado?
Na Paraíba, em 2010 e Bahia 2011.
Nesse final de semana tínhamos um show em Recife, mas por falta de apóio não deu certo o transporte.. Então, acabamos não indo.

Tem previsão para um lançamento depois da demo “luxo para os Cegos”?
Estamos com 11 músicas prontas para gravação,
Jaque está na Paraíba e volta no início de agosto, daremos início então a gravação do cd, que se chama “Mulher Liberta”.

Qual a dica que você dá pra meninas que querem montar uma banda?

No início tudo pode parecer complicado: Achar garotas com a mesma ideia, aprender a tocar. Mas se você realmente quer, você consegue. Se não tem ninguém com os mesmos ideais vai tentando conscientizar uma amiga, se não sabe tocar vai aprendendo!
A baby lizz por exemplo, Nenhuma de nós no início da banda sabia tocar.
Pra falar a verdade a primeira vez que pegamos guitarras e bateria ( Por falta de baterista, Jaque iria ficar com o posto ) foi no estúdio!
Então de verdade, a gente não sabia tocar!!
Mas acredito que a força de vontade era bem maior.
Então é isso, forme sua banda e tente mudar essa sociedade machista e capitalista grrrls!!
 -Por Dejane, Guitarrista da Baby Lizz-
















sexta-feira, 15 de julho de 2011

garras de tigre, sorriso de garota


Sou rebelde, sou uma garota, meu nome é confusão.
Toque em mim, se arranhe, sinta o cheiro de dor, de decepção.
Não duvide do meu poder! Não duvide de mim querido,
Sou uma garota, com garras de tigre, com feições de um cão.

Fira-me, será ferido. Maltrate-me, sairá despedaçado.
Não tenho pena, não tenho emoção,
Perdi meus sentimentos, com uma agressão.
Dor, decepção.

Sinta o cheiro do sangue seco.
Na revolta do ser incompreendido.
União não faz só açúcar.
Com o fel fazemos à união.

Pernas, braços, pulmão, fígado, coração.
Estilhace meus pensamentos.
Arrancarei seus olhos.
Sem compaixão.

Agora você pode me ver?

          Patty Grrrl

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Patti Smith Discografia

Patricia Lee (Patti) Smith (nasceu em 30 de dezembro de 1949) é uma cantora americana e poeta. Seu primeiro álbum ‘Horses’, de 1975, traz muitas coisas sobre o movimento punk, do qual pode ser considerado uma das precursoras. Em 77 sofreu um grave acidente, que quase lhe custou a vida. Deixou a carreira por quase 10 anos, onde dedicou-se ao casamento com Fred Smith do MC5, mas no começo dos anos 90 voltou. Em 2007 lançou um álbum de covers.
























Álbuns:


HorsesDownload


Radio Ethiopia Download


Easter Download


Wave Download



Dream of Life Download


Gone Again Download


Peace and Noise Download


Gung Ho Download


Trampin' Download


Land (2002)Download


Divine Intervention Download


Exodus Download


Paths That Cross Download


Patti Smith & Friends - Paths That Cross - Cd1 Download

segunda-feira, 11 de julho de 2011

L7 Discografia

O L7 é uma das poucas bandas formadas somente por mulheres que conseguiram o respeito no meio do Rock. É o tipo de banda que tem um enorme carisma e não possui uma líder ou “frontwoman”. Por ser feminista atuante, a banda já participou de vários projetos nessa área e suas letras e atitude com certeza mostram isso. Sob a influência de bandas como Black Sabbath, Joan Jett, Slayer e Motörhead, o L7 mostra a que veio com guitarras distorcidas e letras contestadoras.
A banda se formou em 85, quando Donita Sparks, guitarrista de Chicago, conhece Suzi Gardner, também guitarrista, em Los Angeles (CA). As duas já haviam tocado antes em várias bandas locais, fazendo shows em bares pequenos, e decidem tocar juntas. A baixista Jennifer Finch muda-se de volta para Los Angeles e se junta as duas em 86, que, para completarem a formação, escalam o baterista Roy Koutsky.
O nome escolhido, L7, vem de uma gíria local que significa "careta", "quadrado", já que o L e o 7 juntos formam um quadrado (L7). O primeiro álbum, auto-intitulado "L7", é lançado em 88 e conta com a produção de Brett Guretwitz da banda Bad Religion e então dono do selo Epitaph Records (Offspring, Agnostic Front), que também já produziu bandas como Rancid, Pennywise e o álbum tributo a Alice Cooper.
No mesmo ano, Demetra (Dee) Plakas entra na batera da banda no lugar que era de Roy e o L7 se torna uma banda totalmente formada por mulheres. A partir daí e durante os dois anos seguintes, elas se dedicam a fazer pequenos shows em bares de Hollywood, significando mais um passo para a banda.
Gravam, ainda em 88, participação com a música "Shove" na compilação "Grunge Years: Sub Pop Compilation", que também contou com a participação de Nirvana, Mudhoney e Babes in Toyland.
Em 91 é lançado o segundo álbum, "Smell the Magic", pela gravadora Sub Pop Records (Nirvana e Soundgarden), e a banda inicia a tour com o Nirvana, que chama a atenção da gravadora Slash Records (Faith no More), com a qual assina contrato para o próximo trabalho.
Com a nova gravadora, lançam em 92 o terceiro álbum, "Bricks are Heavy", contando com a co-produção de Butch Vig, que já trabalhou com o próprio Nirvana e com o Sonic Youth. Esse álbum abriu inúmeras portas para a banda e trouxe o respeito por parte dos fãs de vários países. Ainda em 92, o L7 é convidado para abrir os shows da tour européia do Faith no More.
A banda também participa com a música "Let's Lynch the Landlord" no álbum "Virus 100: Dead Kennedy Covers", que inclui, entre outras, bandas como o próprio Faith no More, Napalm Death e o brasileiroSepultura. Fazem também uma aparição em "Flashback" de Joan Jett, que passa de influência e ídolo a amiga e apoiadora da banda.
Em 94 o L7 participa do famoso festival Lollapalooza, pouco antes de lançar seu próximo álbum. A faixa "Shitlist" entra na trilha sonora do filme “Natural Born Killers” (Assassinos por Natureza) e "Hangin' On The Telephone" entra na trilha de “The Jerky Boys”.
O quarto álbum da banda, "Hungry for Stick", é lançado em 94 e co-produzido por Garth Richardson, que já trabalhou com WASP, Alice Cooper e Mötley Crue. Esse disco traz uma homenagem da banda para Shirley Muldowney, que criou muita polêmica nas corridas de carro por ser uma piloto mulher. Ainda em 94, o L7 participa da trilha sonora do filme de John Water, "Serial Mom", com a música "Gas Chamber".
Em 95, as integrantes do L7 criam e organizam a fundação Rock for Choice, para defesa das liberdades civis e dos direitos da mulher, como a legalização do aborto. O festival Rock for Choice contou com shows beneficentes de bandas de peso e amigos pessoais do L7 como Nirvana, Joan Jett, Pearl Jam, Hole e Red Hot Chili Peppers. A banda também organizou o álbum "Spirit of'73: Rock for Choice", que foi um trabalho gravado ao vivo onde bandas femininas dos anos 90 fizeram covers de bandas femininas dos 70. O L7 aparece nesse trabalho com Joan Jett na música "Cherry Bomb". Hoje, a banda se concentra em outros projetos e não toma mais conta da fundação.
No mesmo ano, a faixa “Shove” aparece na trilha do filme Tank Girl, da qual participam também Hole, Joan Jett e Bjork, entre outros. No ano seguinte, Jannifer Finch deixa a banda e em 97 o L7 lança o quinto álbum. "The Beauty Process: Triple Platinum", pela gravadora Warner Brothers, contou com Joe Barresi (também trabalhou com Sick of it All) como produtor. Algumas faixas foram gravadas por uma baixista convidada, Greta Brinkman. Ainda no mesmo ano, gravam participação em outra trilha sonora. Agora para o filme "I Know What You did Last Summer", com a faixa "This Ain't The Summer Of Love".
Em 98 a baixista Gail Greenwood, que havia saído da banda Belly formada em 92 em Boston, entra para a banda na vaga deixada por Jennifer e o L7 lança um álbum, no mínimo curioso, chamado "Live: Omaha to Osaka", que trazia 16 músicas tocadas ao vivo de shows em pequenos clubes de uma mini tour que fizeram desde Omaha até Osaka (Japão). O detalhe é que esse trabalho conta com a participação de uma banda marcial (tradicional no Japão) de garotas, interpretando músicas do L7.
Já em 99 o L7 realiza outro projeto, a gravadora Wax Tadpole Records. Sendo um plano antigo da banda, elas explicam que assim teriam mais controle sobre seu processo criativo e os resultados. Parceira do selo Bong Load, a banda estréia lançando o sétimo álbum, "Slap-Happy", pelo selo Bong Load e um documentário chamado "The Beauty Process" dirigido pelo baixista do extinto Nirvana, Chris Novoselic. No mesmo ano a Revista Rolling Stones elege “Bricks Are Heavy” como um dos 100 álbuns indispensáveis dos anos 90. A baixista Gail Greenwood sai e é substituída por Janis Tanaka, que já havia tocado nas bandas Stone Fox e no Auntie Christ.
Durante a tour européia e norte americana para divulgação do último álbum, a banda promove uma espécie de rifa onde o ganhador poderia passar uma noite com a baterista Dee Plakas. As imprensas norte-americana e inglesa reagiram com várias matérias contra. De volta aos EUA, Suzi Gardner é “homenageada” com uma réplica de seus seios feita pela famosa groupie Cynthia Plaster Caster, da música "Plaster Caster" do KISS, que tem réplicas dos pênis de Hendrix, entre outros.

Álbuns:
L7(1988) Download
Smell The Magic (1990)Download
Bricks Are Heavy (1992Download
Hungry For Stink (1994)Download
The Beauty Process: Triple Platinum (1997)Download
Live: Omaha To Osaka (1998)Download
Slap Happy (1999)Download

sexta-feira, 8 de julho de 2011

riot grrrl

Eu sou uma riot grrrl!
Piso em você que já me pisou.
Saio por ai, sem destino.
Você não pode mais me controlar!

Sem maquiagem, não escondo os fatos.
Sou sua garota, sou o seu trapo.
Pulando muros, vivo entre ratos.
Não sou sua garota, sou a minha mulher.

Eu não me importo em ser bonitinha,
Não sou uma cobaia, sou uma menina.
Tão frágil quanto rocha.
Tão doce quando o fel.

Sem amigos, sem coração.
Riot grrrl!
Sem maquiagem, sem piedade.
Piso em você, que já me pisou!

    Patty Grrrl ♀

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ilusão e medo

Vivendo em um mundo de ilusão
Eu vou ficando mais perdida
Todos querem ser aceitos em uma sociedade ridicula
Para ficar com suas imagens, e reputações a mil
Estou cansada de tudo isso


Uma mulher apanha a cada 16 segundos
Muitas tem medo de denunciar
Ficão caladas e submissas, e fingem que nada aconteceu


Com medo de demonstrar, falar
Isso precisa mudar, parar, acabar


Tem jeitos de revidar, mas as idiotas preferem sempre o perdão, e fica o circulo vicioso,
Apanha, perdoa, apanha, perdoa
E isso vai aumentando a cada dia
Precisamos dar um ponto nisso, começando por vocês!



          ♀ Amanda e Grazi Grrrl